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Quais custos entram na conta de uma importação da Índia

A conta inclui mercadoria, testes, frete, seguro, tributos, despesas portuárias, despachante, transporte interno, armazenagem, capital parado e perdas. Veja a lista para sua planilha.

· 4 min de leitura · Creston & Co

Os custos que entram na conta de uma importação da Índia são a mercadoria, os testes e a inspeção, o frete e o seguro, os tributos, as despesas portuárias, o despachante, o transporte até seu armazém, o capital parado e as possíveis perdas. Quem compara só o preço da fábrica ou o FOB costuma ter uma surpresa quando a carga chega.

Este artigo não traz valores, porque eles mudam com a rota, a data, a NCM e o estado de destino. Use a lista como estrutura da sua planilha e peça as cotações a quem de fato vai cobrar cada item.

Na Índia, antes do embarque

  • Preço do produto por forma e grau, com embalagem definida.
  • Amostras e seu envio, incluindo os testes de comparação entre fornecedores.
  • Auditoria da fábrica e análises por lote, com amostragem em laboratório acreditado.
  • Esterilização a vapor, se você pedir. Veja quando pedir esse tratamento.
  • Paletes, liners, etiquetas e tratamento da madeira.
  • Documentos: certificado de origem, fitossanitário se exigido, e despesas de emissão.
  • Transporte da fábrica até o porto e despesas de origem, conforme o Incoterm.
  • Honorário de quem cuida da compra e do controle, se você contratar esse serviço.

Frete internacional e seguro

A escolha entre contêiner completo ou carga fracionada altera vários desses itens ao mesmo tempo, então compare os dois cenários inteiros.

  • Frete marítimo do contêiner ou da carga fracionada, com as taxas adicionais do armador.
  • Taxas do agente de cargas e emissão de documentos.
  • Seguro de transporte. Confira o que cobre em umidade, contaminação e reprovação.
  • Custos de transbordo, quando não estiverem no frete.

Tributos e encargos no Brasil

A carga tributária depende da NCM, do uso e do estado. A planilha deve prever estas linhas, cada uma com sua base de cálculo definida pelo seu contador ou despachante:

  • Imposto de Importação, pela Tarifa Externa Comum, com possível preferência do acordo Índia-Mercosul se o seu código estiver na lista.
  • IPI, quando aplicável ao código.
  • PIS-Importação e COFINS-Importação.
  • ICMS do estado de destino.
  • Taxa de utilização do sistema e AFRMM, no modal marítimo, a confirmar com o despachante.
  • Encargos sobre o câmbio, conforme a operação e o banco.

A reforma tributária também entra na conta

O Brasil está em transição para a CBS e o IBS, que vão substituir tributos atuais sobre o consumo ao longo de vários anos. A Receita Federal publicou material sobre a CBS na importação. Peça ao seu contador uma simulação atualizada, e não reaproveite a planilha de uma operação antiga. O tema continua em tributos na importação de alimentos.

Despesas no porto e até seu armazém

O porto também muda essa parte da conta. Compare os cenários com o guia de Santos, Paranaguá ou Itajaí.

  • Despesas de terminal e movimentação do contêiner.
  • Armazenagem, com atenção ao período incluído.
  • Demurrage ou sobrestadia, se o contêiner demorar a ser devolvido.
  • Honorários do despachante e custos de registro da declaração.
  • Inspeções, coleta de amostra e, se for preciso, reexame.
  • Transporte rodoviário até o armazém, com carga e descarga.
  • Rótulo complementar, reembalagem e análises locais, quando exigidos.

Os custos que a planilha costuma esquecer

  • Capital parado: o adiantamento e o saldo ficam imobilizados por semanas. A viagem pode levar de cinco a sete semanas, e a isso se soma o tempo de produção e de liberação.
  • Variação cambial entre a assinatura e o pagamento.
  • Estoque de segurança, porque a safra indiana afeta prazos e disponibilidade.
  • Perdas por lote reprovado, retrabalho ou devolução.
  • Tempo da sua equipe em acompanhamento, cadastro e documentação.
  • Validade consumida durante o transporte e a armazenagem.

Como usar a conta para decidir

Monte a planilha em custo por quilo líquido entregue no seu armazém, e faça isso com a umidade e o rendimento reais do produto em mente. Dois produtos com preços diferentes podem ter custos parecidos quando se consideram força de sabor, perdas e qualidade do lote. Depois, compare esse número com o que você paga hoje, seguindo a análise de comprar de importador nacional ou importar direto. Se os impostos forem decisivos para sua compra, peça a revisão do seu contador antes de fechar o contrato.

Como a Creston ajuda

Nosso serviço é uma linha clara nessa planilha: um honorário único acordado por escrito antes do início. Com ele, a Creston encontra e audita fábricas, testa cada lote em laboratório com acreditação NABL, supervisiona a estufagem e confere os documentos. Você compra direto da fábrica. Para revisar os itens do seu caso, agende uma conversa gratuita sobre sua compra.