Para decidir entre importar pelo porto de Santos, Paranaguá ou Itajaí, comece pelo destino final da carga e depois compare rotas, custos totais até o armazém e tempo de liberação. Não há um porto certo para todos: em geral, o melhor é o que entrega seu contêiner liberado com menos risco, e não o que tem o frete marítimo mais baixo.
Peça a comparação a seu agente de cargas e seu despachante com a operação real em mãos, porque escalas e condições dos terminais mudam com frequência.
Como cada porto costuma atender
Santos é o porto de contêineres mais movimentado da América Latina e a porta natural para a Grande São Paulo, a cerca de 70 km pela Serra do Mar. Costuma fazer sentido para misturadores, indústrias e atacadistas de São Paulo, como os da Zona Cerealista. Em contrapartida, seus terminais podem ficar congestionados, e a armazenagem aumenta rápido quando falta um documento.
Paranaguá atende bem Curitiba, a cerca de 90 km, e a indústria de carnes do Paraná. O porto é muito conhecido pelos grãos e também movimenta contêineres. Na safra, vale perguntar como a movimentação de granéis afeta as atracações de navios de contêineres.
Itajaí, com Navegantes do outro lado do rio, é a opção natural para compradores de Santa Catarina e de parte do Sul. Antes de decidir, confira qual terminal opera os serviços vindos da Índia naquele momento, pois o contêiner pode ir para um terminal ou para o outro, e confirme a rota com o armador.
O que comparar antes de decidir
- Destino final: distância e custo do transporte rodoviário até a fábrica ou o armazém.
- Rotas e transbordo: os serviços a partir de Mundra, Pipavav ou Nhava Sheva, e onde ocorre o transbordo, como Colombo ou Singapura.
- Tempo total: conte de cinco a sete semanas como faixa inicial e confira com a agenda atual.
- Liberação: se o desembaraço será no porto ou em um recinto alfandegado do interior.
- Pontos habilitados: alguns produtos e origens só podem entrar por certos pontos.
- Vigiagro e Receita: a frequência de inspeções e a prática local para seu produto, segundo seu despachante.
- Terminais e armazenagem: períodos gratuitos, tabelas e custos de demurrage.
- Tributos estaduais: o estado de destino pode alterar o ICMS, e regimes estaduais só devem entrar na conta depois da análise do seu contador.
Controle e documentos no porto
O porto não muda a regra básica. Em qualquer um deles, a Receita Federal cuida do despacho, e o produto sob controle do MAPA segue o procedimento previsto para sua NCM. Antes de fechar a rota, verifique na página Antes de Importar, do MAPA as listas de pontos habilitados e a orientação sobre contêiner limpo. Se o seu despachante atua pouco em um porto, pergunte quem acompanhará a inspeção lá. Essa pergunta é simples e costuma evitar atrasos. O guia despachante aduaneiro: o que ele faz ajuda nessa conversa.
Clima e cuidado com a carga
Os portos do Sudeste e do Sul brasileiros têm períodos de calor e umidade altos, e o pó é o primeiro a sofrer. Peça liners de boa qualidade, cheque os volumes na chegada e não deixe a carga parada mais do que o necessário. Em uma viagem de várias semanas, o estado do contêiner e da embalagem conta tanto quanto a escolha do porto. Os efeitos aparecem no guia de defeitos em desidratados.
Um método simples para comparar
Para os itens da conta, veja quais custos entram em uma importação da Índia. Se o volume ainda é pequeno, a dúvida sobre contêiner completo ou carga fracionada pode pesar mais que a escolha do porto, já que nem toda rota fracionada atende aos mesmos destinos.
- Peça cotação para pelo menos dois portos com o mesmo contêiner, Incoterm e prazo.
- Some frete, despesas de terminal, armazenagem esperada, despachante e transporte até seu armazém.
- Inclua o custo do capital parado durante os dias a mais de viagem ou liberação.
- Pergunte quantos dias livres você tem para retirar o contêiner e devolvê-lo.
- Simule o tributo pelo estado de destino com seu assessor.
- Registre a operação real, e use os dados no próximo embarque.
Como a Creston ajuda
A Creston atua no lado da Índia: auditamos a fábrica, testamos cada lote em laboratório com acreditação NABL, supervisionamos a estufagem e conferimos os documentos para o porto de destino escolhido, por um honorário único acordado por escrito. A decisão de rota continua sendo sua, com seu agente de cargas e seu despachante. Para planejar o próximo embarque, agende uma conversa gratuita sobre sua compra.
